Os modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da China ainda dependem de chips da Nvidia para treinamento, apesar dos esforços de Pequim para ampliar o uso de semicondutores produzidos no país. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 10, pelo South China Morning Post, com base em relatos de pessoas ligadas a desenvolvedores chineses de grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês).
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o principal obstáculo da migração para chips nacionais é o alto custo e o tempo necessário para adaptar sistemas desenvolvidos para a tecnologia da Nvidia.
A dependência ocorre mesmo com a evolução dos chips chineses e com a pressão de Pequim para reduzir a exposição do setor de IA a fornecedores estrangeiros. A mudança, porém, não envolve apenas substituir uma peça de hardware por outra. Os sistemas utilizados para treinar os modelos também precisam ser adaptados para funcionar em uma arquitetura diferente.
Um dos principais obstáculos está no software. A plataforma Compute Unified Device Architecture (CUDA), da Nvidia, tornou-se padrão para o desenvolvimento de aplicações de IA. “O treinamento de LLMs em chips da Nvidia continua sendo a norma entre os desenvolvedores de IA chineses”, disse uma pessoa familiarizada com o setor.
