A fabricante chinesa de robôs Unitree fixou o preço de seu IPO (oferta pública inicial) em Xangai em 150,8 yuans por ação, com as subscrições previstas para começar nesta segunda-feira (10), na tentativa de levantar 6,1 bilhões de yuans (US$ 904 milhões) em uma operação que a tornaria a primeira fabricante de robôs humanóides listada na bolsa da China continental. Bom, mas é preciso entender por que a Unitree está liderando o movimento de várias empresas chinesas de robótica rumo à abertura de capital.
O que é a Unitree?
Fundada em 2016 pelo engenheiro Wang Xingxing, a Unitree, com sede em Hangzhou, ganhou notoriedade inicialmente por seus robôs quadrúpedes relativamente baratos, ou cães-robôs.
Seus humanóides G1, H1 e R1 passaram a atrair atenção global por meio de demonstrações que viralizaram, mostrando-os correndo, dançando e praticando artes marciais. A empresa concorre com a Tesla, a Boston Dynamics e um número crescente de startups chinesas que buscam construir máquinas capazes de, no futuro, trabalhar em fábricas e residências.
A receita da Unitree mais que quadruplicou, chegando a quase 1,7 bilhão de yuans (US$ 252 milhões) em 2025. Ao contrário de muitas startups de humanoides, ela é lucrativa, registrando lucro líquido ajustado de cerca de 600 milhões de yuans. Sua receita no exterior representou mais de 40% das vendas durante cada um dos períodos de referência divulgados em seu prospecto.
Quem são os principais investidores da Unitree?
