A Polícia Civil deflagrou uma operação que buscava suspeitos de integrarem uma rede extremista com objetivo de realizar atentados. Chamada de Operação Rede Interrompida, a ação ocorreu na semana passada e teve mais detalhes divulgados pelo Fantástico ontem (09). O grupo planejava atacar o Palácio do Planalto e o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) durante as eleições.
As autoridades descobriram que os envolvidos se comunicavam e articulavam seus planos por meio de grupos no Telegram. Estima-se que o grupo tinha cerca de 600 integrantes, mas havia uma cúpula mais restrita e ainda mais radical, com 46 usuários. Nesse grupo restrito eles planejavam os atentados.
O ataque era bem coordenado, com manuais sobre como construir explosivos caseiros, coquetéis Molotov e outros artefatos. O objetivo do grupo não era simplesmente semear o caos durante as eleições, mas fazer inúmeras vítimas. Administradores do grupo procuravam por integrantes dispostos a matar.
Segundo o laboratório Ciberlab, especializado em crimes cibernéticos, os conteúdos compartilhados entre os integrantes tinham um alto grau de periculosidade. Para além do planejamento de atos terroristas, os integrantes disseminavam ideologias nazistas, misóginas e incentivavam a violência de maneira aberta.
Polícia cumpriu mandados
Na última terça-feira, os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriram mandados de busca e apreensão contra oito investigados suspeitos de integrarem o grupo.
