“E nós? O que estamos pensando para o futuro?” A pergunta da senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina resume uma das principais provocações do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). O evento ocorre nesta segunda-feira (10), na capital paulista, com a presença de lideranças políticas e do setor.
Enquanto outras nações já desenham estratégias para as próximas décadas, o país ainda convive com problemas que se arrastam há anos. Neste contexto, Tereza Cristina citou China e Arábia Saudita como exemplos de países que trabalham com planejamento de longo prazo.
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Para ela, o protagonismo brasileiro no abastecimento mundial não está garantido apenas pela capacidade de produzir. É preciso resolver gargalos como mão de obra, regularização fundiária, segurança jurídica e infraestrutura. “Estamos na era da inteligência artificial, em que tudo é muito rápido, e ainda discutimos assuntos que já deveriam ter sido resolvidos no nosso país”, afirmou.
A senadora também defendeu que o próximo salto do agro não seja medido apenas pelo aumento da produção. O Brasil precisa agregar tecnologia, inteligência e eficiência, além de avançar em biotecnologia para criar novos produtos e diversificar a pauta de exportações.
