A prescrição de medicamentos à base de tirzepatida que não tenham aprovação da Anvisa pode levar médicos a responderem por infrações éticas e legais, conforme advertência recente do Conselho Federal de Medicina (CFM).
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
A divulgação do alerta ocorre a partir do início de agosto e mira principalmente remédios irregulares, conhecidos como “canetas do Paraguai”. Elas entram clandestinamente no Brasil e não possuem registro sanitário.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por Conselho Federal de Medicina (@medicina_cfm)
No país, apenas o Mounjaro, à base de tirzepatida e produzido pela farmacêutica Eli Lilly, está autorizado pela Anvisa para uso. A patente do medicamento é válida até 2036, o que impede a entrada de genéricos ou similares no mercado nacional até esse prazo. Apesar disso, o CFM relata a comercialização ilegal de produtos sem procedência, de modo a colocar em risco a segurança dos pacientes.
Mounjaro falso: restrições éticas e legais para médicos
Em comunicado, o CFM afirma que há uma “impossibilidade ética e legal de utilização, prescrição, indicação, aplicação ou intermediação de acesso a medicamentos à base de tirzepatida que não possuam registro sanitário válido junto à Anvisa, bem como cuja origem, importação e comercialização não atendam à legislação sanitária brasileira”.
