A concentração de inteligência artificial na mão de poucas instituições é perigosa, defendeu o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em carta publicada nesta segunda-feira (10). No texto, o executivo argumenta que a tecnologia deve estar ao alcance de todos e detalha os planos da própria empresa para tornar isso realidade.
Intitulada "The Future is for Everyone" ("O futuro é para todos", em tradução livre), a carta apresenta a visão e a filosofia da Meta em relação ao desenvolvimento e à distribuição de inteligência artificial generativa - aqui, também tratada como "superinteligência". Zuckerberg argumenta que a ampla disponibilidade da tecnologia representa uma oportunidade econômica e seria um mecanismo de segurança contra a concentração de poder de instituições (governos e empresas, por exemplo).
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"Ainda assim, é surpreendente que o discurso de muitos daqueles que desenvolvem a IA esteja tão carregado com um tom apocalíptico", escreveu o executivo. "Não compreendo por que alguém acredita que a IA eliminará a maioria dos empregos e grande parte da relevância da humanidade se apressaria em construir esse futuro. A ideia de que IA é tão perigosa a ponto de o único caminho seguro ser a concentração extrema de poder parece inerentemente problemática.
