Um estudo recente mostrou um possível efeito da metformina, nosso conhecido e popular Glifage, na prevenção da demência. Mas essa história não começou agora. Há muitas décadas se “desconfia” que a metformina tenha propriedades que vão além de tratar meramente o diabetes e a resistência insulínica.
Essa ideia ganhou mais força a partir da década de 2010, quando alguns estudos começaram a chamar atenção para algo curioso: pessoas que usavam metformina pareciam apresentar menor mortalidade e menor ocorrência de algumas doenças associadas ao envelhecimento.
Outros estudos vieram, com o tempo, levantar mais ainda a lebre de que a metformina talvez não fosse só um antidiabético “baratinho”, mas uma das drogas mais promissoras quando o assunto é longevidade humana.
Mas isso não significa que isso esteja provado. Se fosse, estaria vindo na água da torneira, junto com o flúor. Mas significa que existe uma possibilidade científica muito interessante sendo estudada e que pode contribuir em muito para a saúde humana, se comprovada. No Brasil, inclusive, a metformina pode ser obtida gratuitamente pelo programa Farmácia Popular mediante receita médica.
Existem muitos outros medicamentos estudados nessa área. Talvez o segundo mais famoso seja a rapamicina, uma droga imunossupressora com diversos efeitos adversos já mapeados.
