O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser criticado nesta segunda-feira (10) com a publicação de uma carta conjunta de três confederações continentais, Uefa, Concacaf e AFC, que enfatizam que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo”, no mais recente capítulo da grande crise na entidade.
“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter, ou exigir, o poder para si próprio”, afirmam as três confederações na carta.
“Quando a confiança é rompida por meio do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, este dever foi abandonado”, acrescentam as três confederações em uma “carta aberta à família do futebol”.
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Confederações divididas
O texto não é assinado pelos dois grandes apoios que Infantino mantém: a CAF (África), que tem 54 federações nacionais, a influente Conmebol, com 10 federações, entre elas Brasil e Argentina, nem a modesta OFC da Oceania, com 13 países associados.
Até o momento único candidato declarado, Infantino precisa obter a maioria dos 211 votos dos membros da entidade para ser reeleito em março, para um novo mandato de quatro anos. Ele comanda a Fifa desde 2016.
De fato, a Fifa ressaltou o apoio da CAF e da Conmebol no início de seu último comunicado, publicado no sábado, quando saiu em defesa de seu presidente.
