Quando era governador da Califórnia, Ronald Reagan descreveu uma delegação da Tanzânia como 'macacos' em um telefonema com o então presidente Richard Nixon
Mike Sargent/AFP Files/AFP
O presidente americano que, há 52 anos, caiu em desgraça como corrupto e conspirador, e renunciou após o escândalo Watergate, agora é incensado nas redes sociais por um grupo de jovens conservadores.
➡️ Trata-se do fenômeno Nixonmaxxing, que tenta reescrever a História para reabilitar a imagem de Richard Nixon, o primeiro e, até hoje, único presidente dos EUA a renunciar ao cargo.
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Pode parecer inverossímil, mas a campanha, idealizada pela Fundação Nixon, está crescendo, por meio de vídeos, discursos e memes no Instagram e no Tik Tok. Apresenta o 37º presidente dos EUA à Geração Z, como um precursor do movimento MAGA, que sustenta Donald Trump, e tenta transportá-lo para o atual contexto político: um presidente combativo, injustiçado, perseguido pela mídia e pelos investigadores.
Embalados em raps, os vídeos rapidamente viralizaram. Projetam a imagem do ex-presidente como um anti-herói dos tempos modernos, altivo, passeando na limusine presidencial e acenando do helicóptero presidencial com o V de vitória. Camisetas estampam frases como "Nixon: Agora mais do que nunca" e “Garotas bonitas por Nixon”.
A reinterpretação póstuma da imagem de Nixon é impulsionada pelo vice-presidente, J.D.Vance.
Campanha tenta reescrever o legado de Richard Nixon e reabilitar a imagem do 1º e único presidente a renunciar nos EUA
