Quando tempestades severas e ventos acima de 100 km/h derrubam dezenas de torres de transmissão ou enchentes sem precedentes alagam cidades inteiras, a sociedade sente na pele a gravidade da nova realidade climática.
A queda de uma torre de transmissão é uma artéria do sistema elétrico que se rompe, desligando subestações e paralisando serviços essenciais, interrompendo o cotidiano de milhares de famílias e negócios. O impacto é amplo e imediato porque o Brasil depende de uma rede continental integrada para levar energia de onde ela é gerada até onde é consumida.
A maioria dos projetos elétricos em operação no país foi concebida sob premissas do passado, com base em séries estatísticas longas que já não capturam a intensidade nem a frequência dos eventos extremos de hoje. Rajadas de vento fora do padrão, queimadas severas, temporais e alagamentos históricos passaram a exigir um novo nível de preparação das redes elétricas.
Diante desse cenário, as empresas de transmissão atuam com agilidade e responsabilidade. Ampliamos a resiliência dos ativos ao incorporar sensores IoT, Inteligência Artificial e modelos de previsão meteorológica para apoiar decisões rápidas no campo. Ao mesmo tempo, reforçamos ações essenciais do dia a dia, como a limpeza rigorosa das faixas de servidão para prevenir incêndios e a inspeção contínua de linhas de difícil acesso.
