Em meio à recorrência de eventos climáticos extremos, os riscos associados a esses fenômenos estão ganhando espaço na equação financeira e operacional de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas) de infraestrutura no Brasil.
Entre os exemplos estão as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, em 2024, e o tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no oeste paranaense, em novembro do ano passado.
Com esse cenário, especialistas ouvidos pela CNN defendem que os riscos de possíveis eventos, como enchentes, secas e deslizamentos sejam considerados desde a modelagem dos projetos, incluindo o uso da infraestrutura resiliente, como forma de mitigar impactos sobre os custos, atratividade aos investidores e a prestação de serviços essenciais.
As falas ocorreram durante um encontro para discutir os “impactos econômicos e sociais pelas mudanças climáticas no Brasil, organizado pelo E-Mundi e promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (ISC).
A infraestrutura resiliente busca prevenir e incorporar, desde o planejamento dos projetos, soluções capazes de reduzir os impactos além de preservar a continuidade dos serviços. As medidas variam conforme os riscos de cada região e podem envolver adaptações, reforço de estruturas, sistemas de contenção e soluções que garantam a continuidade dos serviços.
