Mais de duas décadas separam a entrada de Lulinha no mundo empresarial do novo inquérito que hoje investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, a Polícia Federal (PF) apura elementos encontrados na Operação Sem Desconto, investigação sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas essa história começa muito antes. A Edição 334 da Revista Oeste recupera negócios e investigações que acompanham Fábio Luís Lula da Silva desde o primeiro governo do pai, quando deixou o trabalho de monitor no Zoológico de São Paulo e ingressou no mundo empresarial.
Em 2004, Lulinha tornou-se sócio da Gamecorp. Investigações posteriores da PF e do Ministério Público Federal (MPF) mostraram que, entre 2004 e 2014, a Oi transferiu R$ 132 milhões à companhia e a outras empresas do grupo ligado a Lulinha e ao empresário Jonas Suassuna. A Vivo repassou outros R$ 40 milhões. Investigadores levantaram suspeitas sobre a lógica econômica de parte dos contratos.
Agora, o nome do filho do presidente aparece em outra frente de apuração.
Do passado empresarial ao caso do INSS
As suspeitas mais recentes surgiram a partir de elementos relacionados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
