Na última quarta-feira (5), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu os juros em 0,25 ponto, com a Selic agora no patamar de 14% ao ano.
Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros pela autarquia, em decisão unânime. A trajetória de afrouxamento monetário pode ser pausada, no entanto, com um comunicado deixando em aberto a decisão sobre a Selic para a reunião de setembro do Comitê.
Especialistas ouvidos pelo CNN Money indicam pontos de atenção que o Banco Central deve observar para o próximo encontro, que vão desde a guerra até fatores climáticos.
O economista-chefe da Porto Asset, Felipe Sichel, ressalta a importância de observar a divulgação da ata do Copom nesta terça-feira (11) e projeta que a Selic sofra mais uma redução em 2026, terminando o ano em 13,75%.
“Se a gente continuar observando o cenário que o BC pode classificar como sinais heterogêneos de desaceleração da atividade econômica, se o cenário de inflação para os próximos 2 meses se confirmar, se a gente continuar na perspectiva de um câmbio comportado, parece que o BC está disposto a continuar no ciclo de corte de juros”, afirma.
Questionado sobre os efeitos causados pelo preço do petróleo por conta dos conflitos no Oriente Médio, Sichel pondera que a commodity ainda pode impactar a política monetária brasileira.
“Fica naturalmente como um risco.
