Na hora de escolher um investimento, muitas pessoas olham apenas para a rentabilidade. Mas um fundo que rendeu 15% em um ano nem sempre é uma escolha melhor do que outro que entregou 10%. A diferença está no risco que o investidor precisou assumir para alcançar esse resultado.
É justamente essa relação que o Índice Sharpe procura medir. O indicador compara o retorno obtido em relação ao risco assumido, avaliando se o desempenho compensou a volatilidade ao longo do tempo.
O tema foi destaque no quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Bernardo Pascowitch no Resenha do Dinheiro desta semana.
Segundo o fundador e CEO do Yubb, quanto maior o índice, melhor tende a ser a relação entre risco e retorno.
Em geral, um indicador acima de 1 costuma ser considerado positivo, enquanto índices superiores a 2 são vistos como muito bons. Já valores próximos de zero ou negativos indicam que o risco assumido pode não ter compensado o retorno obtido.
Por esse motivo, o indicador é amplamente utilizado na análise de fundos de investimento, especialmente os multimercados e os fundos de ações, permitindo comparar estratégias diferentes sob uma mesma métrica.
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Apesar de ser uma ferramenta útil, o Índice Sharpe não deve ser analisado isoladamente.
