A presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) como polos da disputa nacional levou os dois partidos a montarem palanques próprios. Nos locais em que isso não é possível, conforme relata a Folha de S. Paulo, eles procuram acordos locais, muitas vezes sem reproduzir a aliança nacional.
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O movimento é mais evidente na direita. O PL chega ao fim das convenções com candidaturas próprias ao governo em 14 Estados e formou chapas completas, com governador e vice da legenda, em dez deles. Quatro anos atrás, eram apenas três Estados nessa situação.
Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os principais exemplos da mudança. A decisão de preservar candidaturas próprias nesses grandes colégios eleitorais mostra que o partido prefere manter uma identidade diretamente associada aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo quando havia possibilidades de composição com outras forças.
Na esquerda, o PT terá candidatos próprios em 12 Estados. A legenda, entretanto, conseguiu preservar uma rede mais ampla de alianças partidárias nos governos estaduais. Em nove unidades da Federação, apoiará nomes do PSD, MDB, PP ou União Brasil, com a expectativa de receber desses grupos sustentação regional para a campanha de Lula.
Essa diferença ajuda a explicar por que a eleição de 2026 não produziu uma repetição das grandes coligações nacionais de 2022.
