O crime organizado passou a instalar fábricas clandestinas de cigarros no Brasil para reduzir custos com transporte e diminuir o risco de apreensão das cargas nas rodovias. As unidades produzem ilegalmente cigarros que também falsificam marcas originárias do Paraguai.
Levantamento do Ipec encomendado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) identificou 41 fábricas clandestinas fechadas entre 2022 e maio deste ano. Desde 2012, foram 81 unidades ilegais fechadas em 13 Estados.
O Sudeste concentra 55 dessas fábricas, seguido pelo Sul, com 13, Nordeste, com dez, Centro-Oeste, com duas, e Norte, com uma. São Paulo reúne 28 unidades, em cidades como Mogi Mirim, Santa Isabel, Embu-Guaçu, Ribeirão Preto e Ourinhos.
Paraguaios eram explorados em fábrica clandestina
Em julho do ano passado, uma operação do Ministério Público do Trabalho encontrou 14 paraguaios em uma fábrica clandestina de Ourinhos (SP), submetidos a condições análogas à escravidão.
A unidade tinha capacidade estimada de produzir 60 mil maços por dia. Os trabalhadores chegaram ao Brasil por via terrestre, depois de atravessarem a fronteira em Guaíra (PR).
Leia também: "Anvisa libera venda de medicamentos na Shopee"
Segundo a fiscalização, o alojamento era insalubre e a jornada de trabalho, extensa. Os trabalhadores relataram ainda ter passado dias comendo apenas bolachas.
