Como sabemos, o óbvio precisa ser dito e, por esse motivo, vamos definir cada passo neste artigo para, ao final, responder à pergunta: afinal, o que é um pai e qual o seu valor? Em sua definição mais básica, o pai é o progenitor masculino necessário à reprodução de toda espécie sexuada. Com a evolução social, porém, passou também a assumir os papéis de protetor, provedor e transmissor de patrimônio e conhecimento. Na tradição greco-romana, o pai era o chefe juridicamente independente da família. Já no conceito contemporâneo, especialmente a partir do período pós-industrial, o pai pode ser provedor, mas também educador, cuidador e participante afetivo na criação dos filhos. Finalmente, chegamos ao Dia dos Pais, comemorado em datas diferentes ao redor do mundo: em alguns países, no dia 19 de março; nos Estados Unidos, no terceiro domingo de junho; e, no Brasil, no segundo domingo de agosto.
Para definir o valor, precisamos observar a escassez. O que aconteceria se não houvesse pais? Na verdade, essa realidade já existe e é cada vez mais frequente na sociedade. No Brasil, em 1980, cerca de 8% dos lares apresentavam a composição “mãe sem cônjuge + filhos” ou sem rede de apoio. No último Censo, esse número chegou a 17,3%. Em números absolutos, segundo o IBGE, são aproximadamente 7,8 milhões de famílias formadas por mulheres responsáveis, com filhos e sem cônjuge ou rede de apoio.
Um lar sem pai apresenta forte associação com a pobreza.
