A pneumonia bovina, ou Doença Respiratória Bovina (DRB), consolidou-se como a principal causa de adoecimento e morte nos confinamentos brasileiros, com incidência de setenta a noventa por cento dos acometimentos de saúde registrados.
Os médicos-veterinários Everton Andrade, especialista corporativo de bem-estar animal da JBS Friboi, e Dr. Eurionei Antônio Garcia da Veiga Jardim, doutor em ciência animal, discutiram o tema em entrevista ao Giro do Boi.
O surgimento da pneumonia resulta de uma interação multifatorial que envolve o ambiente, o estresse do lote e a ação conjunta de vírus e bactérias oportunistas. Fatores como transporte rodoviário de longa distância, oscilações térmicas acentuadas, excesso de poeira e mudanças repentinas na dieta fragilizam o sistema imunológico dos bovinos.
A debilidade do sistema imunológico paralisa os mecanismos de defesa natural do trato respiratório, possibilitando infecções virais primárias que facilitam a ação de agentes bacterianos severos, como a Mannheimia haemolytica e a Pasteurella multocida. O impacto financeiro é significativo, com bovinos doentes apresentando redução no consumo de ração e uma perda de mais de duzentas gramas no ganho médio diário (GMD).
Na indústria, a falta de acabamento desvaloriza a carcaça, enquanto a condenação dos pulmões lesionados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) reduz o rendimento de carcaça e elimina o aproveitamento de subprodutos.
