Estreito de Ormuz está bloqueado pelo Irã desde o início dos ataques de EUA e Israel, em fevereiro
Amirhosein Khorgooi/ISNA/AP Photo via DW
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo (09/08), que não reabrirá o Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial, até que os Estados Unidos atendam às condições estabelecidas por Teerã no dia anterior, incluindo indenização financeiras pelos danos da guerra.
O bloqueio efetivo ao gargalo, por onde passavam 20% do transporte de energia mundial antes do conflito, foi imposto pelo Irã após os ataques de Estados Unidos e Israel, no final de fevereiro.
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A república islâmica pretende cobrar pedágios pela passagem de embarcações em Ormuz e vem atacando navios que acusa de tentar contornar sua rota preferencial.
Os ataques contínuos na via marítima, que era de livre trânsito antes da guerra, levaram ao colapso do cessar-fogo de abril.
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Os mediadores instaram ambos os lados a retornarem aos termos de um acordo posterior, assinado em junho, que traçou um caminho para as negociações de paz.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que as discussões com Omã sobre o trânsito e a gestão do estreito estavam "se aproximando das etapas finais", mas acrescentou que a reabertura do estreito "está sujeita a outras condições e à indenização pela violação" do acordo de junho.
Irã exige indenização dos EUA para reabrir Estreito de Ormuz
