Por que cada vez mais pessoas pagam para ficar offline
Enquanto a vida digital se acelera, cresce um movimento na direção oposta: consumidores interessados em experiências mais lentas, presenciais e tangíveis.
A tendência aparece de formas diferentes, mas tem um elemento em comum: a valorização daquilo que exige tempo, atenção e envolvimento.
Discos de vinil ganham espaço diante das playlists infinitas. Câmeras analógicas ressurgem como alternativa aos filtros e aplicativos. E atividades criativas feitas à mão passam a disputar espaço com horas diante do celular.
Esse comportamento está criando oportunidades para empreendedores que apostam justamente no que parecia ter ficado para trás.
Em diferentes regiões do país, negócios baseados em tecnologias, produtos e hábitos do passado encontram novos públicos. O que une essas iniciativas é a mesma aposta: transformar a busca por experiências mais humanas e menos digitais em oportunidade de negócio.
Empreendedor aposta no vinil e no resgate do ritual de ouvir música
Globo/ Reprodução
LPs voltaram à moda.
Em Macapá (AP), o empreendedor Charles Figueiredo encontrou uma oportunidade justamente em um formato que muitos consideravam ultrapassado. Há cerca de dez anos, ele decidiu transformar sua coleção de discos em negócio e abriu uma loja especializada em vinis.
O que era um mercado de nicho passou a atrair um público cada vez mais diverso. Segundo o empreendedor, aproximadamente 70% dos clientes têm entre 16 e 26 anos.
Fugitivos das telas: por que cada vez mais pessoas pagam para ficar offline
