BRASIL - Do gol a gol para o pique-pega. Do esconde-esconde ao skate, depois para o balanço e, em seguida, para a queimada. “Samuca, vem almoçar!”, alguém grita. “Só mais um pouco”, responde o menino, de 8 anos. Mais corrida, pique-bandeirinha e começa tudo de novo. O menino não se cansa, enquanto vive a pureza e a velocidade da infância. Só parou um dia das férias para levar um papo mais sério com o pai.
Era para falar de uma conversa que teve com um amigo, em que os dois riram porque viram um pouco demais do corpo de uma amiguinha. O pai, o goianiense Cleomar Barros, de 43 anos, morador de Brasília, recorda que precisou falar sério. Disse que era preciso respeitar as meninas, como sempre tratou a irmã, de 11 anos. E que não se deve dar risada. O menino concordou e o abraçou.
“Faço questão sempre de mostrar que devemos ser parceiros e amigos”, diz Cleomar, que é analista de sistemas. Ele destaca que tenta mostrar ao filho gestos de cuidado e respeito que tem com a esposa e com a filha.
Aliás, a “educação pelo exemplo” é, segundo profissionais que estudam e trabalham com temas ligados à “masculinidade saudável”, uma chave para que os pais atuem contra a misoginia dentro de casa, segundo afirmaram em entrevistas à Agência Brasil. Cada passo contra o machismo em casa (ou em qualquer outro espaço) pode representar bem mais do que um presente de Dia dos Pais (que é só uma vez ao ano).
