A competição entre Estados Unidos e China pela liderança em inteligência artificial deixou de ser uma corrida restrita aos laboratórios das grandes empresas de tecnologia. Washington e Pequim passaram a organizar redes internacionais em torno de seus próprios ecossistemas, numa disputa que envolve semicondutores, minerais críticos, centros de dados, modelos de IA e as regras que poderão orientar o uso da tecnologia.
De um lado está a Pax Silica, iniciativa liderada pelos EUA para aproximar países considerados parceiros na cadeia tecnológica. Do outro, a China impulsiona a Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), criada formalmente em julho e com sede em Xangai.
As duas iniciativas têm formatos e objetivos declarados diferentes. Em comum, no entanto, mostram que a capacidade de desenvolver IA passou a ocupar espaço na política externa das duas maiores economias do mundo.
A Pax Silica abrange desde a obtenção de minerais críticos e a fabricação de semicondutores até infraestrutura de computação e sistemas avançados de inteligência artificial. A Índia, por exemplo, aderiu formalmente à iniciativa em fevereiro deste ano. O governo indiano descreveu o acordo como uma forma de aprofundar a cooperação tecnológica e de proteger a cadeia que sustentará a economia baseada em IA.
Pequim tomou outro caminho.
