Depois de 13 anos de atuação, em maio, os fundadores da fintech Naskar Gestão de Ativos decidiram fugir com mais de R$ 900 milhões. Os sócios foram presos em julho, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal, mas os cerca de 3 mil clientes lesados pela empresa seguem no prejuízo até hoje.
O caso Naskar repete um padrão, no qual uma companhia oferece uma proposta de investimento aparentemente segura, com promessa de retorno acima da média, mas o produto adquirido geralmente é descrito de forma vaga. Isso porque o investimento prometido não existe, e a entrada de dinheiro depende do crescimento do número de clientes, razão pela qual os golpes são conhecidos como “esquemas de pirâmide”.
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Foi o caso da MSK Invest, Atlas Quantum, Braiscompany e outras dez empresas investigadas na Comissão Parlamentar de Inquérito das Pirâmides Financeiras, concluída em 2023. O relatório final indiciou 45 pessoas. Desde então, a polícia já realizou dezenas de operações contra fraudes financeiras semelhantes, como a Naskar.
A atuação dos órgãos públicos costuma acontecer quando o escândalo já estourou.
