Vista aérea de São Paulo
TV Globo/Reprodução
Até meados do século 20, as regiões centrais das grandes cidades brasileiras ainda figuravam como seus centros nevrálgicos. Seria comum ver um morador de São Paulo ou do Rio de Janeiro caminhando à noite depois do trabalho, passando em um bar ou indo ao teatro.
Nas últimas décadas, porém, a intensa transformação urbana afetou a maneira como os brasileiros se relacionam com os centros das grandes cidades. O esvaziamento e a sensação de insegurança são marcas registradas desse processo.
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Mas por que os centros das grandes cidades brasileiras sofreram com esse fenômeno e como isso nos ajuda a entender o crescimento urbano no país?
O crescimento urbano
Para isso temos que voltar algumas décadas e entender a mudança que ocorreu no Brasil especialmente a partir da segunda metade do século 20. Com o avanço da industrialização e a migração em massa das áreas rurais para os espaços urbanos, diversas cidades brasileiras viram um grande crescimento demográfico em um curto período.
Agora no g1
O Censo de 1950 apontava que a cidade de São Paulo contava com 2 milhões de habitantes. Vinte anos depois, esse número já tinha quase triplicado para 5,9 milhões. Atualmente, são 11,5 milhões de moradores.
O rápido crescimento demográfico fez com que as cidades tivessem que se expandir, com a criação de novos bairros.
Por que os centros das cidades brasileiras se tornaram tão vazios e inseguros?
