O presente oferecido pelo presidente turco Recep Tayyip Erdoğan não chegou a surpreender os líderes mundiais que compareceram à última cúpula da Otan, em Ancara, no início de julho. Eles apenas deixaram o suntuoso Complexo Presidencial ainda mais convictos dos objetivos de Erdogan, depois que ele tomou a ousada iniciativa de lhes dar, de brinde, um revólver turco Gümüşay.357 Magnum, em pleno funcionamento. O nome de cada um estava gravado no coldre. O equipamento, acompanhado de seis munições reais, estava acondicionado em uma caixa de madeira. Eles também receberam um certificado do governo turco que autorizava a exportação da arma como presente oficial de Estado.
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O recado era mais do que direto. Depois de mais de 25 anos desenvolvendo um projeto de expansão militar, a Turquia finalmente se apresentava ao mundo como uma nação disposta a influenciar cada vez mais os destinos do Oriente Médio.
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"A Turquia combina recursos financeiros com um sistema político cada vez mais autoritário, que os governos ocidentais, apesar de sua disposição em condenar Israel, frequentemente tratam com uma indulgência surpreendente, e com aspirações de liderar o mundo muçulmano mais amplo", afirma a Oeste o professor Danny Orbach, especialista em Oriente Médio, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
