Crise em Ceuta completa uma semana ainda sem respostas
A chegada de milhares de imigrantes a Ceuta, cidade autônoma da Espanha, reacendeu o debate sobre imigração na Europa. O episódio ocorreu em um momento em que as principais rotas migratórias monitoradas pela União Europeia registram queda nas entradas irregulares. Por outro lado, as vias continuam sendo palco de tragédias: cerca de 1.300 pessoas morreram no Mar Mediterrâneo apenas neste ano.
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▶️ Contexto: Em 30 de julho, 72 mil imigrantes entraram em Ceuta pela fronteira da cidade com o Marrocos. Segundo o governo espanhol, 70 mil já deixaram o local. Pelo menos 100 pessoas morreram ao tentar fazer a travessia.
Imagens daquele dia mostram imigrantes chegando em grandes grupos a Ceuta após nadarem pelo Mar Mediterrâneo.
O total de pessoas que entrou na cidade superou o número de travessias registradas nas seis principais rotas de imigração irregular para a Europa durante todo o 1º semestre de 2026.
O alto número de pessoas fez o governo espanhol classificar o episódio como algo inédito.
Nos dias seguintes, os imigrantes cruzaram o portão da fronteira de volta para o Marrocos sob escolta policial.
O Centro Nacional de Inteligência da Espanha suspeita que o Marrocos tenha sido conivente com uma mobilização convocada nas redes sociais para levar pessoas até a cidade.
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