Nos últimos anos, país registrou um forte avanço da geração solar distribuída, gerando desequilíbrio entre oferta e demanda de energia, dizem especialistas
Getty Images via BBC
Quase 25 anos depois do apagão por excesso de demanda que em 2001 obrigou consumidores de 16 Estados e do Distrito Federal a desligar eletrodomésticos, e prefeituras a reduzirem a iluminação pública, o Brasil enfrenta um drama de sinal inverso.
Agora, a ameaça que ronda o Sistema Interligado Nacional (SIN) é a oferta excessiva de energia.
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Para evitar uma possível sobrecarga, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão que coordena a geração e distribuição de energia no país, acionou no dia 7 de junho um plano emergencial para frear o ingresso de eletricidade na rede.
Na prática, trata-se da redução ou do desligamento da geração de energia, geralmente de parques eólicos e solares, o que é chamado no jargão técnico de curtailment (expressão que se traduz como corte ou redução).
Foi a primeira vez que o ONS lançou mão da medida desde que um plano para lidar com o excesso de oferta de energia foi aprovado, em novembro do ano passado.
Por que sistema elétrico brasileiro enfrenta risco por excesso de geração de energia
