O chanceler brasileiro Mauro Vieira disse em entrevista ao jornal argentino Clarín que a normalização das relações bilaterais entre Brasil e Argentina depende da interrupção das “agressões verbais e recorrentes do presidente argentino, Javier Milei, direcionadas ao Brasil, às suas instituições e ao responsável pela Suprema Corte brasileira”.
Vieira enfatizou que a relação histórica e comercial entre as duas nações é primordial e superior a quem estiver no poder em qualquer momento.
As declarações foram dadas em Cali, na Colômbia, onde o principal diplomata brasileiro liderou a delegação brasileira na cerimônia de posse do presidente Abelardo de La Espriella na sexta-feira (7).
Mauro Vieira também classificou como “totalmente falsas” e “invenções” as alegações do presidente argentino de que o Brasil teria financiado de forma bilionária a campanha do candidato presidencial Sergio Massa, esclarecendo que as visitas de Massa ao Brasil ocorreram no âmbito de funções estritas do Ministério da Economia.
O chanceler também falou sobre as tensões nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos. Segundo Vieira, a escalada aconteceu depois que os Estados Unidos “descumpriram a Convenção de Viena ao realizar uma consulta ao governo brasileiro de forma pública sobre seu candidato a embaixador no Brasil”, após passarem mais de um ano e meio sem representação no país.
