A Fifa emitiu um comunicado neste sábado (8) contra o que chamou de “esforço coordenado e contínuo” para minar o presidente Gianni Infantino. Segundo a entidade, as tentativas de desafiar sua liderança devem seguir os estatutos e os procedimentos democráticos.
A declaração surgiu em meio a um impasse cada vez mais acirrado sobre a liderança de Infantino, após o fracasso de sua proposta de arrecadar cerca de 4,2 bilhões de dólares com a venda de uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios.
O plano gerou críticas da Uefa, das federações nacionais e de altos funcionários da Fifa, levou a pedidos de renúncia de Infantino e motivou uma reunião de crise no Marrocos esta semana, na qual a direção da Fifa reafirmou seu apoio ao presidente.
A entidade que comanda o futebol não identificou aqueles que, segundo ela, estavam tentando prejudicar Infantino, nem especificou a quais relatórios ou alegações se referia.
A declaração veio na sequência de reportagens do “The Daily Telegraph” sobre pagamentos feitos pela Uefa a um ex-funcionário durante o período em que Infantino era secretário-geral da entidade máxima do futebol europeu. Ele negou as alegações e a Fifa classificou como infundadas.
“Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar alcançar, por meio de alegações, insinuações ou desinformação, o que não podem alcançar pelos processos democráticos estabelecidos pela Fifa”, afirmou a entidade.
