A Justiça venezuelana encerrou, nesta sexta-feira, 7, o processo contra María Lourdes Afiuni, juíza que se tornou símbolo da perseguição do regime do ditador Hugo Chávez (1999 - 2013) contra integrantes do Judiciário. A decisão, comunicada à família, devolve à magistrada a liberdade plena e elimina as restrições que ainda pesavam sobre ela.
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O irmão de Afiuni, Nelson, e a advogada Thelma Fernández, que representa a família, afirmaram que o encerramento do caso põe fim a uma batalha judicial que se arrastava desde 2009.
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A história começou em dezembro daquele ano, quando Afiuni determinou a libertação sob fiança do banqueiro Eligio Cedeño, que estava preso havia mais de dois anos sem uma sentença definitiva. Chávez reagiu e pediu, segundo o El Nacional, que a juíza fosse condenada a 30 anos de prisão, acusando-a de ter favorecido a fuga do empresário, que deixou o país posteriormente.
Afiuni ficou presa até 2011, quando passou para o regime domiciliar. Em 2013, ano da morte de Chávez, ela obteve liberdade condicional. Mesmo fora da prisão, porém, continuou submetida ao processo e a uma série de limitações.
Em 2019, recebeu uma sentença de cinco anos por corrupção. Segundo a organização venezuelana de direitos humanos Provea, a própria promotoria registrou que não havia ocorrido pagamento ou outro benefício financeiro à magistrada.
