Se nos gramados quem dá cartões é o árbitro Raphael Claus, dentro de casa o cenário é outro. O filho e o pai Antônio Carlos Claus, o Galo Claus, como é conhecido o ex-jogador da União Barbarense, concordam que as advertências ficam por conta da mãe Maria de Lurdes. Maior do que qualquer eventual bronca por janelas quebradas na infância no interior de São Paulo, o amor pelo futebol é o que predomina na casa da família.
Na década de 1960, Galo Claus deu origem a esse amor de gerações quando atuou como zagueiro e lateral pela União Barbarense, clube de Santa Bárbara d’Oeste, a 140 quilômetros da capital. Já nos anos de 1980, foi a vez de Niltinho, irmão de Raphael, dar os seus primeiros passos no futebol, no mesmo time que o pai. Raphael não poderia ficar de fora.
Inspirado pelo pai e pelo irmão, Raphael tentou ser jogador de futebol e jogou pelo União Barbarense nas categorias de base. A canhotinha até tinha talento, mas desta vez o sucesso não chegou em dribles, gols ou desarmes, mas sim com o apito. Em 2026, Raphael foi escolhido pela Fifa e apitou sua segunda Copa do Mundo, além de acumular outras decisões memoráveis em sua carreira.
“Praticamente, não vi meu pai jogando futebol, mas o meu irmão, que é 12 anos mais velho, sim.
