Lançado há 100 anos, o clássico “Metrópolis”, dirigido pelo alemão Fritz Lang, imaginou o que seria da humanidade em 2026. Ambientado em uma megacidade vertical e altamente industrializada, o filme projetou uma sociedade marcada pela desigualdade extrema, dependência tecnológica e exploração da classe trabalhadora.
Na trama, a cidade é dividida em dois mundos. Enquanto a elite vive em meio ao luxo e aos avanços de uma metrópole próspera, trabalhadores maltratados permanecem em um subsolo sombrio, responsáveis por alimentar as máquinas que mantêm o sistema funcionando.
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É nesse cenário que Freder, filho do poderoso dirigente da cidade, descobre a realidade enfrentada pelos operários. Ao conhecer as condições em que eles vivem, ele decide ajudá-los e se aproxima de Maria, uma professora e líder entre os trabalhadores. A atitude coloca Freder em conflito direto com o próprio pai, que comanda a cidade de forma autoritária.
Na cidade criada por Lang, o desenvolvimento tecnológico beneficia principalmente a elite, enquanto os trabalhadores permanecem marginalizados e submetidos a jornadas exaustivas.
Um dos aspectos visionários do filme está justamente no uso da tecnologia. As máquinas aparecem como estruturas das quais a sociedade se torna completamente dependente.
