O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao atendimento de seis exigências dirigidas aos Estados Unidos. A passagem marítima, uma das principais rotas de transporte de energia do planeta, respondia por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente antes do início da guerra.
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A relação de condições foi apresentada por Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, e divulgada pela agência Tasnim News Agency, ligada ao governo iraniano.
Os EUA, pelas exigências iranianas, terão que arcar integralmente com os prejuízos provocados pelo conflito, por meio de indenização, suspender as sanções impostas ao país e desbloquear ativos financeiros iranianos.
Também foram mencionadas pelo Irã a necessidade de suspensão do bloqueio naval norte-americano, a retirada das forças militares posicionadas nas proximidades do território iraniano e o encerramento da guerra contra o Irã e seus aliados no Líbano, na Palestina, no Iêmen e no Iraque.
Teerã exige ainda que os EUA não ameacem o Irã nem desrespeitem os valores considerados sagrados pela população iraniana.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado, que este seria o melhor momento para um acordo. Segundo ele, o país está estruturado. “Há coesão, força e unidade no país. Pelo que sei, o Irã é considerado vitorioso e poderoso nesta guerra”, declarou Pezeshkian, segundo a imprensa iraniana.
