O partido Missão oficializou a candidatura de Renan Santos à Presidência da República junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e apresentou seu plano de governo. Intitulado “Livro Amarelo”, o documento conta com 51 páginas, dividido em três partes e 14 temas.
O candidato a vice na chapa será o jornalista e tenente-coronel da reserva da Brigada Militar (correspondente à PM) do Rio Grande do Sul, Aroldo Medina. A composição já havia sido oficializada na convenção partidária da legenda, realizada em junho.
A primeira seção, intitulada “Estado Novo”, reúne propostas de ajuste fiscal, segurança pública, pacto federativo e lei de responsabilidade gerencial.
Entre as medidas, Renan Santos defende a aplicação do Direito Penal do Inimigo, com “medidas preventivas” e “penas desproporcionais” para integrantes de organizações criminosas. O plano prevê ainda a decretação de “guerra ao crime no primeiro dia de governo”, o confisco de bens de faccionados e a ampliação da cooperação internacional.
O documento projeta também a realização de eventuais intervenções federais em estados que apresentem áreas sob controle territorial de facções.
Na segunda parte do plano de governo, nomeada “Reformas de Base”, Renan Santos detalha propostas voltadas à economia, assistencialismo, infraestrutura, saúde, cultura e educação.
No âmbito educacional, a campanha defende a militarização de escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade e violência no país.
