A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) concedeu o título póstumo de pesquisador emérito aos dez cientistas cassados no período da ditadura militar, durante o episódio que ficou conhecido como “Massacre de Manguinhos”. A homenagem ocorreu nesta quarta-feira (5), no Castelo da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Foram homenageados os pesquisadores Augusto Cid de Mello Perissé, Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Haity Moussatché, Fernando Braga Ubatuba, Moacyr Vaz de Andrade, Hugo de Souza Lopes, Masao Goto, Sebastião José de Oliveira e Domingos Arthur Machado Filho.
A entrega simbólica do título também foi realizada a Herman Lent, pesquisador emérito da instituição desde 2004, e a Walter Oswaldo Cruz, filho do patrono da Fundação e um dos membros fundadores da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
A ação, realizada no Dia Nacional da Saúde, ocorreu nas escadarias do Castelo da Fiocruz, mesmo local onde, há 40 anos, uma cerimônia os reincorporou à insituição. Em 1986, os pesquisadores foram reintegrados após terem os seus direitos políticos cassados.
Realizada após os 40 anos da reincorporação dos cientistas à fundação, a homenagem ocorreu como um “manifesto pela liberdade”, estabelecendo uma ponte entre 1986 e 2026, pautada pela premissa de que a ciência se faz com democracia.
