O Irã afirma estar “muito próximo” de um acordo com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz, mas ressalta que o acordo, por si só, não será suficiente para reabrir a via navegável vital.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse a repórteres neste sábado (8) que a reabertura do estreito estava “sujeita a outras condições”, incluindo a necessidade de os Estados Unidos repararem o que ele descreveu como uma violação do memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho.
Ele destacou o Artigo 5º do acordo, que exigia que o Irã “fizesse os preparativos” para o trânsito de embarcações por Ormuz, alegando que os EUA prejudicaram a gestão do estreito por parte de Teerã ao buscarem estabelecer suas próprias rotas alternativas. Alguns navios transitaram pelo estreito sob a proteção da Marinha dos EUA.
Sobre o possível acordo: segundo Araghchi, o pacto entre Irã e Omã prevê que as embarcações transitem pelo estreito por meio de uma rota temporária até que os países concordem com uma nova rota para substituir o histórico “Esquema de Separação de Tráfego”, utilizado pelos navios antes da guerra. “É preciso estabelecer um novo TSS, o que, naturalmente, envolve complexidades técnicas e jurídicas consideráveis”, afirmou o chanceler.
Autoridades iranianas já haviam indicado anteriormente que um acordo com Omã sobre a gestão do estreito estava próximo.
