María Lourdes Afiuni em sua casa, enquanto estava em prisão domiciliar, em janeiro de 2012
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A família da juíza venezuelana María Lourdes Afiuni anunciou que os tribunais encerraram definitivamente o processo contra ela, pelo qual foi presa por quase uma década durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez.
"A família da juíza María Lourdes Afiuni Mora acolhe com satisfação a decisão que encerra definitivamente o processo contra ela e lhe devolve plenamente a liberdade, encerrando formalmente um caso que jamais deveria ter existido", declararam seu irmão, Nelson Afiuni, e sua advogada, Thelma Fernández, em um comunicado à imprensa publicado no X na sexta-feira (07/08).
"Este desfecho representa o fim de um longo e doloroso capítulo marcado por graves violações dos direitos humanos e do devido processo legal", diz ainda o comunicado.
Em dezembro de 2009, Afiuni foi presa logo após ordenar a soltura sob fiança do banqueiro Eligio Cedeño.
Na época, o então presidente Hugo Chávez exigiu que ela fosse condenada a até 30 anos de prisão por essa decisão. Por esse motivo, Afiuni é conhecida como "prisioneira pessoal de Chávez".
A juíza permaneceu atrás das grades até ser colocada em prisão domiciliar.
Em junho de 2013, a Justiça concedeu liberdade condicional com medidas cautelares. Mas, em março de 2019, ela foi condenada a mais cinco anos de prisão por "corrupção espiritual", acusação que denunciou como um "crime fabricado".
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