Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta capturam fotos, vídeos e áudios, mas o tratamento desses dados muda conforme o recurso utilizado. Segundo o Engadget, algumas funções mantêm os arquivos no aparelho, enquanto recursos de inteligência artificial podem enviar informações aos servidores da Meta.
O cenário fica mais complexo com armazenamento em nuvem, comandos de voz e ferramentas de IA capazes de analisar o que está diante das lentes. Cada recurso envolve diferentes níveis de coleta e processamento.
Fotos e vídeos ficam automaticamente com a Meta?
Segundo a empresa, fotos e vídeos feitos pelos óculos permanecem no dispositivo, a menos que o usuário escolha compartilhá-los com a Meta ou com outras pessoas.
A situação muda quando o armazenamento de mídia na nuvem está ativado. Nesse caso, as capturas são enviadas aos servidores da Meta e ficam armazenadas por 30 dias. A opção é voluntária, mas necessária para recursos como compartilhamento por comandos de voz e autocapture.
A Meta também afirma que não usa o conteúdo dessas fotos e vídeos para publicidade ou treinamento de seus sistemas de IA, independentemente das configurações de armazenamento em nuvem.
É ao usar a IA que a coleta aumenta
Os recursos de inteligência artificial envolvem uma coleta mais ampla. Quando o usuário pede que o Meta AI analise algo que está vendo, os óculos fazem uma captura para que o assistente possa processá-la.
Essas imagens não são salvas na galeria, mas ficam armazenadas pela Meta.
