O fenômeno El Niño mantém o Rio Grande do Sul em alerta para o aumento das chuvas e a possibilidade de novos eventos extremos. Após temporais, granizo e o tornado que atingiu municípios do noroeste gaúcho nas últimas semanas, produtores rurais e autoridades reforçam a preocupação com os impactos no campo e na economia dos municípios.
O fenômeno, que costuma favorecer volumes maiores de chuva na região Sul, já mostrou seus primeiros efeitos no estado. Em propriedades rurais, os danos vão desde estruturas destruídas até perdas em lavouras de inverno, que enfrentam excesso de umidade e dificuldade de desenvolvimento.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Na região de Giruá, no noroeste do estado, a família Matos, que trabalha com produção de leite, lavoura e suinocultura, sente os efeitos de uma sequência de anos marcados por dificuldades climáticas e de mercado.
“Quando tu pensa que vai dar um pulo, que vai melhorar, vem outro ano e o clima judia de novo”, relata o produtor rural Valdir de Matos. Segundo ele, culturas como o trigo enfrentam problemas com excesso de chuva, pouca incidência de sol e preços que não cobrem os custos de produção.
Além dos impactos climáticos, a queda na rentabilidade também preocupa o setor. Para produtores, a combinação de perdas sucessivas e preços desfavoráveis tem aumentado o endividamento rural e reduzido a capacidade de investimento.
