Um grupo de cientistas da Emory University e do Georgia Institute of Technology encontraram um jeito tecnológico de estudar macacos que ficam a quilômetros de distância de um laboratório. O método usa inteligência artificial (IA) como aliada.
No artigo acadêmico recém publicado pela equipe, os pesquisadores apresentam o projeto chamado de CapuchinAI. O nome é inspirado no próprio tema do estudo: os macacos-pregos, em inglês conhecidos como capuchin monkeys.
A ideia une reconhecimento facial e testes cognitivos rápidos para conseguir um feito difícil para pesquisadores: estudar de forma precisa e rigorosa os hábitos de animais fora do laboratório, onde esse tipo de tarefa é bem mais difícil de se fazer e controlar, mas rende resultados mais precisos por serem o habitat natural dos participantes.
Como a IA ajuda nesse caso?
O CapuchinAI é um sistema conjunto composto por quatro grandes elementos:
Uma tela sensível ao toque, que por enquanto só exibe um retângulo na cor azul;
Um dispositivo de armazenamento de comida, aberto apenas quando o animal toca no painel;
Uma câmera para registrar o rosto de alguns dos participantes e fazer o monitoramento individualizado;
Um sistema de IA que reconhece os macacos-prego de uma região e faz a aplicação dos testes, além de medir e processar os resultados.
