A "sopa de letrinhas" da eletrificação dos carros possui uma série de siglas que o consumidor brasileiro já se acostumou a ler e ouvir: BEV, HEV, PHEV e até MHEV são nomenclaturas utilizadas para definir modelos elétricos e híbridos, mas, além delas, há uma que tem começado a ganhar espaço por aqui: EREV.
Adotada em um dos modelos mais vendidos do país atualmente, o Leapmotor C10, a sigla EREV significa, em inglês, veículo elétrico de autonomia estendida ou, em seu idioma original, Extended Range Electric Vehicle. E o que isso significa, na prática? É o que o CT Auto vai explicar a partir de agora.
Antes de começar a falar especificamente sobre o que é e como funciona um carro com a tecnologia EREV, porém, é importante avisar que essa arquitetura vem despertando o interesse das montadoras, justamente por combinar algumas das principais vantagens dos carros elétricos com a praticidade de não depender exclusivamente de uma infraestrutura de recarga.
EREV não é a mesma coisa que um híbrido plug-in
Apesar de aparentemente serem iguais, as tecnologias embarcadas em carros EREV e Hibridos Plug-in não são a mesma coisa. Ambos podem ser recarregados na tomada, mas as similaridades terminam já nesse ponto.
Nos híbridos plug-in tradicionais, o motor a combustão pode tracionar diretamente as rodas em diversas situações, dividindo essa tarefa com o motor elétrico conforme a velocidade, a carga da bateria e a demanda de potência.
