A defesa da soberania nacional aparece como um dos eixos centrais do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um novo mandato. O documento afirma que o Brasil precisa ampliar sua autonomia de decisão, proteger o território, os recursos naturais e a capacidade de formular um projeto próprio de desenvolvimento.
O programa sustenta que a soberania deve ser fortalecida em diferentes frentes, incluindo defesa nacional, geopolítica, ciência e tecnologia, segurança digital, energia, recursos minerais, meio ambiente, economia, alimentação, educação e saúde. Para o PT, o desenvolvimento depende de planejamento estatal, domínio tecnológico, capacidade industrial e controle de áreas consideradas estratégicas.
O documento também afirma que o Brasil deve se posicionar diante das disputas internacionais sem se subordinar aos interesses de outras potências. Em outro trecho, o programa defende oposição a qualquer tentativa de submeter o país a interesses estrangeiros e classifica a soberania nacional como um princípio permanente e inegociável.
Na área de defesa, o plano propõe uma política baseada em autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento. Também prevê o fortalecimento da indústria nacional de defesa, da defesa cibernética e da inteligência de Estado, além de maior proteção das fronteiras, da Amazônia e da chamada Amazônia Azul.
