Os candidatos à Presidência apresentaram, nas últimas semanas, as primeiras propostas para combater a violência e o crime no Brasil. O aceno vem na esteira de uma preocupação crescente da população sobre o tema e a busca de apoio entre o eleitorado feminino.
Uma pesquisa divulgada em 31 de julho pelos institutos Update e Fogo Cruzado indicou que 92% dos brasileiros acreditam que as mulheres estão mais expostas à violência e que elas enfrentam riscos que os homens não correm.
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Um dos marcos para a proteção às mulheres, a Lei Maria da Penha, completou 20 anos na sexta-feira (7). A legislação foi aprovada em 2006 e reformulou a política de proteção, criando medidas de urgência, fortalecendo as Delegacias de Defesa da Mulher e ampliando a rede de atendimento às vítimas.
As políticas, no entanto, ainda se mostram insuficientes. De acordo com o Anuário da Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o registro de feminicídio de pessoas com medida protetiva cresceu nos últimos dois anos. Em 2024, 67 mulheres foram vítimas, enquanto em 2025 o número aumentou para 70.
Nesse mesmo período, o número total de feminicídios no país também cresceu. Em 2024 foram 1.504 mortes, valor que subiu para 1.571 no ano seguinte.
