O presidente argentino Javier Milei em visita ao Paraguai em setembro de 2025
Cesar Olmedo/Reuters via BBC
"Vamos a hacer grande a la Argentina otra vez" é o "make America great again" do presidente argentino Javier Milei, no poder desde dezembro de 2023.
Mais do que uma frase de efeito, a declaração remete ao período em que a Argentina tinha clara superioridade econômica em relação a seus vizinhos. O contraste com o cenário atual alimenta o discurso de "nós contra eles", reforçado por Milei ao afirmar que há uma ofensiva anti-Argentina para conter o desenvolvimento do país.
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Onda esta que não passa de ficção, argumentam especialistas. Ou narrativa conveniente.
"A ideia de que há, no momento, uma espécie de onda anti-Argentina é simplesmente ridícula", diz o economista Fabio Giambiagi, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas e autor do recém-lançado livro Argentina para Brasileiros.
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"Não consigo enxergar uma onda global anti-Argentina. Na verdade, as redes digitais amplificam isso que se convencionou chamar de narrativa, construída por setores políticos que dela extraem benefícios", completa o sociólogo Rogério Baptistini, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Existe mesmo uma onda anti-Argentina no mundo, como diz Javier Milei?
