O mercado financeiro está acompanhando de perto as chuvas intensas no Rio Grande do Sul e os primeiros sinais do El Niño, buscando avaliar os possíveis impactos sobre as safras e os preços dos alimentos.
Por enquanto, a avaliação predominante entre especialistas é de cautela: os efeitos ainda são considerados pontuais, concentrados em algumas culturas, sem indicação de um choque de oferta no curto prazo.
Ainda assim, o risco climático já começa a ser incorporado nas projeções de inflação para 2026 e 2027. Segundo Maria Regina Silva, editora da Broadcast, o cenário traçado pelos especialistas é de atenção, mas sem alarme imediato.
“Por enquanto, o cenário é de cautela, mas é um risco que já está no radar e começa a ser incorporado nas projeções, sobretudo de inflação de alimentos”, afirmou.
As chuvas fortes e o granizo registrados no Rio Grande do Sul nas últimas semanas afetam diretamente algumas culturas agrícolas.
Maria Regina Silva destacou que, além do impacto imediato sobre o arroz, cultura que já sofreu prejuízos significativos durante as enchentes de 2024, as chuvas também afetam a cultura do trigo, insumo importante para a produção de diversos alimentos que compõem a cesta do consumidor brasileiro.
Com relação ao El Niño, os especialistas apontam que o fenômeno age em duas fases distintas.
