O cantor Arlindo Cruz deixou um legado musical que segue vivo, principalmente por meio do último trabalho ao lado do filho, Arlindinho.
Neste sábado (8), a morte do sambista completa um ano. Ele morreu em agosto passado, aos 66 anos, após anos enfrentando complicações de saúde decorrentes de um AVC hemorrágico sofrido em 2017.
O projeto, chamado “2 Arlindos”, marcou a união de duas gerações de sambistas cariocas, com um clima intimista e de roda de samba, característico da família Cruz.
O álbum foi lançado em formato digital e em CD pela Universal Music, em 2017, contendo 15 faixas que trouxeram tanto sambas inéditos quanto sucessos que fazem parte dos pagodes do Rio de Janeiro.
Entre as composições, destacaram-se quatro parcerias diretas entre Arlindo Cruz e Arlindinho, como “Bom Aprendiz”, “Pra Que Insistir” e “Papo à Vera”.
O repertório também inclui outras faixas assinadas por Arlindo Cruz em parceria com grandes nomes do samba, como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, mostrando a diversidade e a riqueza musical do projeto.
A origem do álbum veio naturalmente das festas da família Cruz, como as celebrações de São Jorge e São João, em que a música sempre teve papel central.
O artista explicou que a ideia nasceu desses momentos em que eles tocavam e cantavam juntos, reforçando a importância da convivência e da tradição dentro da própria casa.
