Os computadores modernos estão entre as máquinas mais sofisticadas já criadas pela humanidade. Eles ajudam a prever fenômenos naturais, treinam sistemas de inteligência artificial, simulam novos medicamentos, administram sistemas financeiros e estão presentes em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana.
Mesmo assim, alguns problemas continuam desafiando até os maiores supercomputadores do planeta. Em determinadas situações, a quantidade de cálculos necessária é tão grande que encontrar uma resposta pode levar anos, ou simplesmente tempo demais para que ela ainda seja útil.
Foi diante desse limite que pesquisadores passaram a explorar uma ideia diferente: e se, em vez de construir computadores cada vez mais rápidos, fosse possível desenvolver uma nova forma de computar?
Foi dessa pergunta que nasceu a computação quântica, uma área de pesquisa que busca explorar fenômenos da mecânica quântica para enfrentar problemas que desafiam até os computadores mais poderosos da atualidade. Segundo Marcelo Finger, professor de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP), a ideia foi proposta ainda no século passado pelo físico Richard Feynman e se baseia em um fenômeno conhecido como superposição.
A ideia básica parte de um fenômeno chamado superposição: uma partícula pode estar em vários estados ao mesmo tempo e, depois, um deles é escolhido quando você faz uma medida.
