Na última quinta-feira (6), a PF (Polícia Federal) concluiu o segundo inquérito sobre o esquema de desvio de aposentados com o indiciamento de seis pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto, que chefiou o órgão durante a gestão do presidente Lula (PT).
A corporação já havia indiciado Stefanutto e outras 47 pessoas no primeiro inquérito que faz parte das investigações da Operação Sem Desconto. O caso apura um esquema de descontos de valores mensais de aposentados e pensionistas do INSS em nome de associações e teriam sido desviados até R$ 6,3 bilhões.
Conforme relato dos agentes, o esquema moveu cerca de R$ 6 bilhões. Stefanutto recebia proprina de R$ 250 mil por mês segundo as invenstigações. A PF aponta o cometimento de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação.
De acordo com o relatório de 839 páginas do primeiro inquérito da PF, divulgado em 14 de julho, o ex-presidente era apelidado de “italiano” e aparecia nas agendas dos celulares dos demais envolvidos no esquema de fraude, constando em trocas de mensagens com informações dos pagamentos rotineiros e confirmação de recebimentos. Ele receberia as propinas usando empresas de fachada, segundo as investigações.
