O Partido dos Trabalhadores (PT) registrou, nesta sexta-feira, 7, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Junto do registro, a legenda apresentou o programa de governo para um eventual novo mandato.
O documento volta a defender mudanças na cobrança de impostos sobre renda e patrimônio e adota como uma de suas diretrizes a seguinte frase: “Colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”.
A tributação dos brasileiros de maior renda aparece como uma das bandeiras econômicas da campanha. O programa cita, por exemplo, medidas adotadas durante o atual mandato, como a cobrança sobre offshores (empresas ou estruturas financeiras mantidas no exterior) e fundos exclusivos (investimentos criados para atender a um único cotista ou a um grupo restrito de investidores).
De acordo com o documento apresentado pelo PT, cerca de 140 mil brasileiros “do topo da pirâmide social” passaram a pagar mais impostos depois das mudanças.
O partido também leva para a campanha a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A medida havia sido prometida por Lula durante as eleições de 2022 e foi sancionada em novembro de 2025.
