A inteligência artificial tem se mostrado uma ferramenta cada vez mais presente no ambiente hospitalar, com potencial para reduzir erros médicos em diferentes etapas do atendimento ao paciente. Em conversa com Dr. Roberto Kalil durante o CNN Sinais Vitais, os radiologistas Giovanni Guido Cerri e Cesar Namura detalharam como a tecnologia pode atuar como suporte às decisões clínicas.
Dosagens, alergias e interações medicamentosas
Os especialistas destacaram que um dos campos em que a inteligência artificial já demonstra resultados concretos é na administração de medicamentos. Segundo Namura, os algoritmos são capazes de identificar dosagens incorretas ou inexistentes, além de alertar sobre possíveis interações entre medicamentos.
“Tem tanto medicamento novo que às vezes vão surgindo, e muitas vezes o profissional que vai administrar não sabe”, afirmou. A tecnologia também é capaz de reconhecer alergias previamente registradas no histórico do paciente e emitir alertas automáticos antes que um medicamento seja administrado.
Apoio ao diagnóstico por imagem
Outro ponto abordado foi o auxílio da IA no diagnóstico por imagem, especialmente em situações de emergência. Cerri exemplificou que, durante a madrugada, um radiologista sem especialização em neurorradiologia pode contar com o suporte dos algoritmos para emitir um laudo mais preciso.
Os especialistas também mencionaram a densitometria óssea como exemplo de exame em que a análise algorítmica já está bastante avançada.
